(7/1/2019)

Publicado em 7 de janeiro de 2019

ESTELA BENETTI – DIÁRIO CATARINENSE

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ÂNDERSON SILVA – DC

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MOACIR PEREIRA – DC
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NOTÍCIAS DO DIA – PONTO E CONTRAPONTO

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ROBERTO AZEVEDO – PORTAL MAKING OF (ESTADUAL)

Não há como desvincular a política do governo
Sobram coerência por parte do professor Tiago Savi Mondo (ao centro), primeira baixa do governador de Carlos Moisés da Silva – sem sequer ter a nomeação ao comando da Santur publicada no Diário Oficial, pelo menos até à edição de 4 de janeiro – e entre os militantes e eleitores do PSL que reclamaram da indicação dele e fizeram campanha contra a efetivação. Savi declinou do cargo em função da repercussão que uma declaração dele, publicada no Facebook, durante à campanha presidencial, onde relacionou o então candidato Jair Bolsonaro ao ódio e declarava voto a Fernando Haddad, do PT. Jovem com pós-doutorado em Turismo, pela Universidade Federal do Paraná, o professor do IFSC e criador do Tourqual, modelo único de avaliação da qualidade de serviços no setor, Savi é um técnico reconhecido que caía como uma luva na equipe de Moisés. Porém, o professor não deve ignorar que a manifestação isolada, que motiva a sua desistência e que agora ele relaciona à politicagem, é o centro do debate que levou à eleição de Jair Bolsonaro (PSL), o antagonismo aos governos petistas, o que na nova, na velha ou na ultra-moderna política, que ainda virá, torna impossível dissociar este elemento de quem assume a atual administração pelo voto. Moisés, que não é Bolsonaro, chegou ao governo embalado por esta onda e o que alguns chamarão de caça às bruxas configura a responsabilidade de ter que respeitar quem escolheu a mudança.

Irônico
Há constrangimento no governo pela decisão de Tiago Savi, dois dias depois de anunciado para o cargo, porém o mais irônico foi o palco da discussão. A mesma rede social que serviu para o professor dar o apoio a Haddad e provocou as reações contra a ida dele à Santur, abriga a carta aberta de Savi para declinar da indicação, sinal dos tempos.

Não é o único
As baterias do PSL e de seus eleitores estão voltadas agora para Rita Maria da Silva, nomeada gerente de Educação da ADR de Lages, pasta que será extinta com a reforma administrativa, mas o cargo permanecerá. Rita é ligada ao grupo político do deputado Gelson Merisio (PSD), que disputou o segundo turno com Moisés e para quem ela fez campanha.

Novo nome
O governo do Estado informou que a escolha do novo nome para presidir a Santur virá de uma consulta ao trade turístico. Ficou evidente que a administração desconhecia a manifestação pró-Haddad feita pelo professor Tiago Savi Mondo.

Disputa
Dentro do Centro Administrativo circula a preocupação de que exista mais do que uma simples manifestação de filiados ao PSL ou eleitores por trás do episódio que envolve a indicação para a Santur. Suplentes de deputado do partido esperavam ser chamados para ocupar algumas funções, com o apoio dos parlamentares eleitos, mas muitos deles não se enquadram nos critérios técnicos estabelecidos pela equipe de transição, e isso seria um problemão até porque a estrutura do Estado encolheu e ter filiação não está entre os pré-requisitos.

Exonera e renomeia
Quem leu o Diário Oficial do Estado nas edições de 2, 3 e 4 de janeiro, identificou pelo menos uma situação curiosa. Algumas exonerações, publicadas em uma edição, foram anuladas na seguinte.

Na Comunicação
Dois casos ocorreram na área da Comunicação, agora parte da estrutura da Casa Civil. Os jornalistas Lúcia Helena Vieira, diretora de Imprensa, e James Tavares, repórter fotográfico que responde pela coordenação da área de TV da pasta, foram exonerados e reintegrados, de acordo com o secretário executivo, jornalista Ricardo Dias, devido a diminuição de funções comissionadas, de 37 para 27, e alguns nomes, equivocadamente, apareceram na lista. Lúcia Helena deve migrar para a Assembleia caso se confirme a eleição de Julio Garcia à presidência da casa, em fevereiro.

Ele fica
Sem filiação partidária, o jornalista Gonzalo Pereira, um técnico que comandou a Secretaria de Comunicação no governo de Eduardo Pinho Moreira, foi nomeado para atuar junto ao gabinete de Carlos Moisés da Silva. Será um consultor geral e que atuará na gestão, entre as atribuições a de fazer com que todos os números da administração estadual, em todos os níveis, sejam visíveis para Moisés, a equipe e a sociedade.

Gestão
Vale lembrar que Gonzalo Pereira, que passou pelas redações dos jornais Zero Hora e Diário Catarinense, além da RBS TV (hoje NSC TV), já fez esta consultoria estratégica na diretoria nacional da Operadora de Telefonia Oi e realizou trabalhos na mesma área, em Santa Catarina, para a Facisc e a Fecomércio. O resultado positivo de divulgação, contenção de gastos e otimização de ferramentas na gestão da Secom valeram a permanência no governo de Moisés.

Estrela
As missões de Michele Roncalio no governo de Carlos Moisés da Silva fazem jus à sua passagem pela administração anterior. Ela foi nomeada secretária adjunta da Fazenda e acumula o cargo com a direção do Tesouro Estadual, uma estrela ascendente no governo.

Decidido
O novo diretor de Imprensa do governo do Estado, que, com a reforma administrativa, passará a ser gerente da área, terá atribuições diferentes de seus antecessores e sua função será coordenar a redação da Secom. Outra decisão confirmada pelo secretário Ricardo Dias é que uma equipe composta por operacional, repórter e repórter fotográfico ficará, de forma fixa, para acompanhar o governador. Este grupo, mais ligado à Casa Civil, que criará um vínculo com Moisés, será responsável por abastecer as redes sociais do governador e a Secom.

RECONHECIMENTO NO SUL
Entre o prefeito Clésio Salvaro e o vice Ricardo Fabris, ambos do PSDB, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) foi um dos convidados de honra da inauguração do Parque dos Imigrantes, em Criciúma, no domingo (6). Homenageado por ter liberado recursos para a construção de uma área com equipamentos para a prática de esporte e de lazer. A reaproximação pode significar, mais à frente, uma construção política sobre a próxima eleição ao governo.

* Pelo menos um dos deputados estaduais eleitos pelo PSL, Jessé Lopes, se manifestou nas redes sociais sobre os episódios que envolvem Tiago Savi Mondo e Rita Maria da Silva, agradeceu a participação dos eleitores e militantes e afirmou que, ao entrar em contato com o governo, soube que providências seriam tomadas esta semana.

* Enquanto a situação da Santur monopolizou a atenção nos últimos dias, a indicação da doutora Ana Lúcia Coutinho para a Fundação Catarinense de Cultura provocou reações do setor da cultura catarinense.

* A troca de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, no Twitter, é algo dantesco, expondo ao público um bate-boca que não deveria mais fazer sentido em função do resultado das urnas.

BLOG DO MARCELO LULA (CHAPECÓ)

COMIDA FICARÁ MAIS CARA NA MESA DO CATARINENSE
No apagar das luzes em pleno dia 31 à tarde, o então governador, Eduardo Pinho Moreira (MDB), publicou um decreto revogando o artigo 11 do anexo 2, relativo as isenções fiscais para produtos da cesta básica. Arroz, feijão, espaguete, sardinha, farinha de trigo, pão, feijão entre outros produtos, deixarão de ser tributados em 7%, e passarão para uma tributação de 12%. Se no ano passado, a classe mais alta foi atingida com o aumento da alíquota para produtos como o salmão, filé mignon, vinho e azeite de oliva, a partir de abril será a vez do assalariado que sentirá o efeito diretamente no seu poder de consumo.
Se por um lado, o Governo do Estado busca se adequar à lei aprovada pela Assembleia Legislativa, que determina uma redução na renúncia fiscal de 25% para 16%, por outro, castiga o consumidor, pois, é claro que a cadeia produtiva não conseguirá absorver o impacto do aumento no ICMS e repassará ao consumidor final.
A pergunta que fica, é será possível estudar outros itens a serem tributados com os 17% normal, ao invés de atingir diretamente o que vai à mesa do catarinense, sobretudo do que menos ganha? Uma vez aumentando os produtos mais caros, é claro que as classes média e alta sentirão, mas, quando se trata dos assalariados o impacto é muito maior, sobretudo, pelo fato do salário mínimo não acompanhar o aumento previsto para os produtos de primeira necessidade. Em suma, não deixa de ser um aumento de imposto para quem ganha menos.
Outro setor afetado será o produtivo, já que todas as entradas de insumos agropecuários, que depois terão saídas isentas a exemplo do milho, soja, farelo entre outros, não poderão ser aproveitadas em crédito de ICMS, tendo que ser estornado a partir de primeiro de abril. A situação está nas mãos do governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), e do secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli.

Situação difícil
O governador Carlos Moisés da Silva (PSL), pode ficar em uma situação difícil nos próximos meses. Acontece que os policiais há tempos não recebem a reposição salarial, ou seja, de fato estão com os vencimentos defasados. O fato é que outras categorias também estão, a exemplo dos professores, portanto, se Moisés sinalizar para um atendimento a reivindicação dos policiais, poderá ter os professores batendo a sua porta para pedir o mesmo tratamento. O problema são as finanças do Estado, que não comportam aumentos salariais. E agora?

Bornhausen se manifesta
“Boa tarde Marcelo, recebi agora sua coluna. Estou fora do Brasil no mês de janeiro. Sobre o conteúdo, o que tenho a te dizer é que existem insatisfações no nosso grupo com a postura do comando Nacional desde o episódio do Buligon, passando pelo apoio ao PT no segundo turno das eleições nacionais. Essas insatisfações tem sido explicitadas pelos companheiros prefeitos de Blumenau e Balneário Camboriú. Estamos sendo procurados por algumas agremiações que tem nos oferecido espaço. Entretanto, a opção mais consistente no momento é permanecer no atual partido. Durante o mês de fevereiro teremos conversa com o Diretório Nacional para tentar ajustar uma convivência. No mais, tudo é especulação. Forte abraço – Paulinho Bornhausen

Lideranças confirmam
Enquanto que o presidente estadual do PSB, Paulinho Bornhausen, nega qualquer acordo com o Podemos, por outro lado, lideranças ligadas a ele no litoral, confirmam a aproximação com o partido do senador, Álvaro Dias. O fato é que a diferença ideológica com o PSB é muito grande, não só para lideranças como o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrand, como de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira. O próprio Bornhausen não combina com o Socialismo do PSB que tem buscado cada vez mais, se alinhar com as suas origens que é de esquerda. Lembro que antes de expulsar o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, lideranças nacionais do PSB haviam prometido a ele, que aqui no Sul os partidários seriam liberados para um alinhamento mais de centro a direita. O que aconteceu? Quando Buligon anunciou apoio ao então presidenciável, Jair Bolsonaro (PSL), foi sumariamente expulso do partido.

CPI da ponte
Vem causando estranheza no meio político a relutância de deputados estaduais, inclusive, alguns da “nova geração” em assinar o pedido de instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa, proposta pelo deputado eleito, Bruno Souza (PSB). Ele quer esclarecer à sociedade como a Ponte Hercílio Luz em Florianópolis, uma obra que na década de 1920 levou quatro anos para ser erguida e aberta ao tráfego, encontra-se nos últimos 30 anos em reforma, já tendo consumido a estratosférica cifra de quase R$ 1 bilhão em recursos públicos. Afinal, os contribuintes catarinenses merecem ou não uma explicação?