14/2/2018

Publicado em 14 de fevereiro de 2018

DIÁRIO CATARINENSE

DC142

MOACIR PEREIRA
P142


NOTÍCIAS DO DIA – FÁBIO GADOTTI

FG142

RAÚL SARTORI

Falta o exemplo
Está lá no site do Conselho Nacional de Justiça. O juiz Sérgio Moro embolsou de salário bruto, em dezembro, R$ 41 mil, valor turbinado pelo auxílios-moradia (R$ 4.378), alimentação (R$ 884)  e gratificações  por exercício cumulativo (R$ 4.181) e por encargo, curso/concurso (R$ 2.656). O juiz joaçabense Victor Laus, do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, embolsou R$ 106 mil no mesmo mês. Mais da metade deveu-se à gratificação por encargo, curso/concurso (se acumulada ou mensal, não está esclarecido). Ganhos legais, sim, mas imorais. Sugestão: que tal, assim que terminar a Operação Lava Jato, se criar a Lava Toga? Quem sabe se saberá mais da podridão que toma conta do nosso Judiciário, em todas as instâncias.

ROBERTO AZEVEDO

Transparência
Um pedido diferente feito pelo defensor público-geral do Estado, Ralf Zimmer Junior, foi entregue à mesa diretora da Assembleia: utilizar o Plenarinho da casa para fazer a prestação de contas de sua gestão à frente da instituição, entre os dias 15 (esta quinta) e 7 de março. É que no simbólico dia 8 de março, o Internacional das Mulheres, ele passa o comando para a subdefensora pública-geral, Ana Dihl Cavalin. Mas Zimmer Junior foi mais longe e protocolou junto ao TJ, a Assembleia, a Procuradoria Geral de Justiça (MP), TCE e OAB um ofício onde pede mais transparência.

O objetivo
A intenção do defensor público-geral de Santa Catarina é ampliar as informações e também dar uma cutucada. Ao TJ, por exemplo, pede a publicação de contratações sem concurso público e o responsável nas respectivas comarcas pelos atos de nomeação; e à OAB, a prestação de contas dos aproximadamente R$ 100 milhões recebidos pela instituição do governo do Estado para pagar advogados dativos, após 2013, quando já havia a DPE.