13/4/2015

Publicado em 13 de abril de 2015

DIÁRIO CATARINENSE

Investimentos à prova de crise em SC
Contrariando o clima de pessimismo no país, empresas decidem apostar no crescimento com projetos que somam pelo menos R$ 900 milhões em 2015
O catarinense Alexandre Fernandes está acostumado a tratar de investimentos milionários. Ex-secretário de Articulação Internacional do governo do Estado, o empresário ajudou a formular a estratégia que atraiu a BMW para Santa Catarina. Agora, está na linha de frente de outro megaempreendimento previsto para a região: o Terminal Graneleiro da Babitonga (TGB).
O projeto é um dos exemplos de ações e investimentos que empresas do norte catarinense estão implementando para superar a crise.
O TGB será erguido na Estrada Laranjeiras, na zona portuária de São Francisco do Sul, e receberá um investimento totalmente privado que chega a R$ 600 milhões. Com área ocupada de 601 mil metros quadrados, terá capacidade para movimentar até 14 milhões de toneladas de produtos como soja, milho e açúcar. A quantidade seria o equivalente a uma geração de receitas de US$ 170 milhões, avalia o empresário.
Prazo de 28 meses
O terminal vai atender à demanda de exportação de açúcar e grãos de países como China e Emirados Árabes.
– Não estamos tirando o pé do acelerador – garante Fernandes.
O empresário é cauteloso ao falar de prazos, mas acredita que, com todas as licenças em mãos, é possível viabilizar o negócio em um prazo máximo de 28 meses.
O projeto do TGB prevê a instalação de um píer de atracação com 316,8 metros de extensão. Os silos serão capazes de armazenar a carga de 24 mil caminhões de açúcar, 12 mil caminhões de grãos e mais de cinco mil de farelo de soja.

MOACIR PEREIRA

Deinfra
O PMDB não abre mão de ocupar simultaneamente a Secretaria de Infraestrutura e a presidência do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra). Alega que este é o acordo feito com Raimundo Colombo. Engenheiro do Deinfra, Valter Gallina tem a mesma posição do partido. O governador já mandou avisar que não abre mão de Vanderlei Agostini na presidência do órgão. O cargo fica com o PSD.

BLOG DO PRISCO

OAB acompanha greve do Judiciário
Tullo Cavallazzi Filho, presidente da OAB-SC, articulou a criação de uma comissão especial da Ordem destinada a acompanhar o desenrolar da greve dos servidores do Poder Judiciário em Santa Catarina.
Uma das grandes preocupações é com os prazos processuais. Os integrantes do colegiado vão monitorar a repercussão da paralisação nas comarcas e manter a diretoria da entidade permanentemente informada.
“Se for necessário, pediremos a suspensão dos prazos,” assinalou Cavallazzi.
A comissão é formada pelo advogados Rycharde Farah, César Winckler, Gustavo Villar Guimarães e Maurício Voos.

CONSULTOR JURÍDICO

Paulo Brossard, ministro aposentado do STF, morre aos 90 anos
Morreu neste domingo (12/4), em sua residência em Porto Alegre, o ministro aposentado Paulo Brossard, do Supremo Tribunal Federal. Ele tinha 90 anos e atuou na corte entre 1989 e 1994. O velório será promovido até as 21h no Palácio Piratini, sede do governo do estado, e o corpo do ministro será levado para o Crematório Metropolitano de Porto Alegre.
O jurista Paulo Brossard de Sousa Pinto nasceu em Bajé (RS) em 23 de outubro de 1924, filho de pecuaristas do município. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde também se especializou em Direito Civil e Direito Constitucional. Em 1952, começou a dar aulas nas Faculdades de Direito da UFRGS e da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
A política o atraiu desde cedo. Ainda na faculdade, se filiou ao Partido Libertador e passou a disputar eleições para deputado estadual no Rio Grande do Sul. Foi eleito em 1954 e reeleito duas vezes. Logo se tornou um dos líderes da oposição ao governo de Lionel Brizola (PTB, 1959-1963). Quando Ildo Meneghetti, do PL, assumiu o governo estado em 1963, nomeou Brossard secretário da Justiça.
A oposição do PL ao PTB se estendia ao plano nacional. Por isso, a sigla e Brossard apoiaram o golpe civil-militar que derrubou o presidente João Goulart em 1964. Mas ele logo se decepcionou com o governo do marechal Castello Branco e passou a combatê-lo.
Com isso, ele se filiou ao MDB e, pela legenda, foi eleito deputado federal em 1966 e senador em 1974. Atacou constantemente o governo de Ernesto Geisel e, em 1978, foi vice-candidato à presidência da República na chapa do general Euler Bentes Monteiro.
Com a redemocratização e a morte de Tancredo Neves, o então presidente José Sarney o diplomou consultor-geral da República. Após um ano no cargo, Brossard foi nomeado ministro da Justiça, posto que ocupou até 1989.
No mesmo ano, Brossard tornou-se ministro do STF. Assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral em 1992, onde comandou a organização do plebiscito no qual o povo brasileiro escolheu a República e o presidencialismo como forma e sistema de governo do Brasil.
A aposentadoria, em 1994, não o deixou longe do trabalho. Ele abriu um escritório de advocacia em Porto Alegre, que manteve até sua morte. O Brossard, Iolovitch Advogados concentra-se nas áreas de Direito Administrativo, Constitucional, Cível, Tributário e Ambiental.
Brossard era casado com Lúcia Alves Brossard de Sousa Pinto, com quem teve dois filhos.