1º/10/2014

Publicado em 1 de outubro de 2014

DIÁRIO CATARINENSE

Quarta onda de atentados – Atos de terror voltam com força total
Em apenas seis dias, total de ações chega a 29 e atinge todas as regiões de SC, o que começa a transformar esta na mais agressiva série de violência orquestrada pelo PGC de dentro das cadeias. Três pontos podem explicar a razão pela qual a população volta a ser refém do crime organizado
As polícias e a Segurança Pública estadual não conseguem explicar definitivamente nem sufocar a nova onda de ataques que se alastra por cidades de Santa Catarina, instala medo e deixa a população sem ônibus à noite na Grande Florianópolis.
Até a 1h de hoje, já eram 29 ataques em seis dias, um assassinato de agente penitenciário aposentado, três vítimas feridas, 17 ônibus incendiados, viaturas queimadas, bases e casas de policiais alvejadas à bala, numa ação orquestrada do crime organizado em pelo menos 14 cidades.
A Secretaria de Segurança, as polícias Civil e Militar afirmam que a causa mais provável para a barbárie está diretamente ligada ao próprio resultado das forças policiais no enfrentamento do crime, com significativas apreensões de drogas e operações que acabaram com as mortes de criminosos.
Em meio ao sigilo policial montado para identificar o comando dos ataques – integrantes da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) –, três fontes do alto escalão do governo do Estado ouvidas pelo DC admitem que as ordens podem ter partido da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
É lá que estão há um ano e sete meses 30 líderes do PGC, enviados de Santa Catarina em fevereiro de 2013 numa operação conjunta com a Força Nacional de Segurança após duas ondas de violência, entre 2012 e 2013, que também levaram terror às ruas.
Agora, a polícia busca descobrir como, de quem e para quem teria partido a ordem dos ataques já que, em tese, os cabeças estão incomunicáveis no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
 
Greve dos bancos – Atenção para não perder prazos de pagamentos
Consumidor deve procurar caixas eletrônicos e lotéricas para não perder os vencimentos das faturas. Paralisação teve adesão no Estado
Sem acordo sobre reajuste de salários e outras reivindicações, bancários de todo o país entraram em greve ontem. O consumidor terá de procurar outras alternativas, como terminais de autoatendimento, correspondentes ou internet, para pagar as contas em dia e evitar multas. A paralisação, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), é por tempo indeterminado.
Na região de Florianópolis, todas as agências da Caixa e Banrisul aderiram à paralisação, além de 80% das do Banco do Brasil e mais três estabelecimentos de bancos privados. Em Blumenau, conforme Leandro Spezi, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Blumenau e Região, 90% das agências estão paralisadas, o que corresponde a cerca de 50 unidades. Nas demais cidades da região, a greve atinge 60% dos agências bancárias. Spezi acredita que o número deve aumentar ao longo da semana.
 

MOACIR PEREIRA

Titon
Termina amanhã a nova licença do deputado estadual Romildo Titon (PMDB) da Assembleia Legislativa do Estado. Assessores informam que ele não voltará ao exercício parlamentar. Deverá retornar ao parlamento somente depois da eleição. E, se for reeleito, como tudo indica, poderá reassumir também a presidência da Assembleia no dia 7 de outubro.
 

CACAU MENEZES

Baixo-astral
Ontem pela manhã acionou o alarme do Tribunal de Justiça, em Floripa. Todo mundo saiu correndo pensando se tratar de um ataque, mas era, felizmente, alarme falso. A cidade está com medo: ônibus queimados, tiroteios entre policiais e bandidos por todos os lados, greve dos bancários, da Comcap, chuva, filas, buracos, sirenes, alarmes, eleição, provocação, ataques, acusações… Que primavera é esta, meu Deus!
 

SITE TJ/SC

Juiz agrário busca conciliações e tenta evitar conflitos iminentes no oeste de SC
O juiz agrário Uziel Nunes de Oliveira agendou para o próximo dia 10 de outubro, na comarca de Campos Novos, audiência de conciliação em busca de solução pacífica para ocupação de terras no município de Zortéa, ocorrida no último dia 8 de agosto.
Ele já realizou inspeção judicial na área, em 12 de setembro, e agora busca a resolução do conflito através do entendimento entre as partes. Se isso não for possível, adianta, deverá proceder na mesma data a audiência de justificação prévia, conforme prevê o artigo 928 do Código de Processo Civil (CPC). A Justiça Agrária, neste momento, trabalha ainda sobre três outros processos.
Em dois deles, em tramitação nas comarcas de Xanxerê e Lebon Régis, há inspeções judiciais previstas para os dias 11 e 12 de outubro. O caso mais preocupante, contudo, diz respeito a área invadida na comarca de Abelardo Luz, onde inclusive um acordo já havia sido selado entre as partes.
Ocorre, segundo o juiz Uziel, que houve registro de nova invasão de parcela das terras, desta feita por indígenas, com a possibilidade de conflito iminente. A polícia militar, de qualquer forma, promove monitoramento no local.
 

SITE MIGALHAS

Presidente da OAB/DF impugna inscrição de Joaquim Barbosa como advogado
Ibaneis Rocha sustenta que ministro não tem os requisitos necessários para a inscrição nos quadros da Ordem.
O advogado Ibaneis Rocha entrou com impugnação ao pedido de inscrição do ex-ministro JB nos quadros da OAB/DF. Ibaneis, que também é presidente da seccional, mas que no caso agiu na qualidade de advogado, alega que JB infringiu o Estatuto da Advocacia. Veja abaixo a íntegra do pedido de impugnação.
De fato, em junho, às vésperas de sua saída do STF, ao indeferir o pedido de autorização de trabalho externo para José Dirceu, JB afirmou que a proposta de trabalho apresentada pelo escritório do advogado José Gerardo Grossi seria uma “mera action de complaisance entre copains”.
Por esse motivo, a OAB/DF realizou em 10/6 sessão dedesagravo público a José Gerardo Grossi, tendo como agravante o ministro por ferir as prerrogativas profissionais do advogado. Nessa mesma sessão de desagravo, Ibaneis afirmou que se o ministro fosse pleitear a carteira da OAB/DF ele não a concederia.
Assim, chegada a hora, Ibaneis Rocha sustenta que Joaquim Barbosa não tem os requisitos necessários para a inscrição nos quadros da Ordem.
Caberá à Comissão de Seleção da OAB/DF decidir tanto sobre o pedido de inscrição de JB quanto a impugnação de Ibaneis. Em caso de recurso, caberá a decisão ao Conselho Pleno da Seccional, do qual o bâtonnier não poderá participar.